Depois de todo turbilhão dos últimos dias, enfim vou começar minha quimioterapia. A temida quimio vermelha, aiaiaia. Deu até um frio na barriga quando a médica me deu a notícia, isso porque como sou muito curiosa, resolvi ler sobre o assunto. Vi muitas mulheres relatando como sofreram com esta bendita.
Mas estava com outro foco agora: minha cura. Não importava o que viesse eu só queria ficar boa logo, passar pelos 6 meses e seguir tudo conforme a orientação médica.
Minha quimioterapia estava agendada para as 9:00 horas da manhã. Acordei muito cedo, estava muito ansiosa, confesso que nem dormi direito, só queria que o tratamento começasse o quanto antes.
Eu e meu marido fomos até a clínica, o Instituto Paulista de Cancerologia em São Paulo, um lugar muito aconchegante, onde todas as pessoas foram muito gentis comigo. Logo a enfermeira chefe me chamou, junto com a psicóloga. Ela começou a explicar como seriam administradas as drogas, que antes receberia várias doses de medicamentos para amenizar os efeitos colaterais. Remédios para enjoo, náuseas, dores e para gastrite. Em seguida falou dos possíveis efeitos da bendita vermelha, que, por mais que tomasse os medicamentos, seria normal eu sentir algumas reações. E não deu outra, senti mesmo, mas vou comentar sobre isso mais a frente.
Em seguida a psicóloga entrou em ação, me deu muitos conselhos, falou de muitos casos de cura e me ouviu bastante e olha que eu falo demais (rsrsrs).
Depois de tudo muito bem explicado, me dirigi a sala de quimioterapia, com um frio na barriga. As enfermeiras logo me descontraíram com sua simpatia. Sentei naquela poltrona mega confortável, recebi um cobertor porque a sala era muito fria e trouxeram uma caixa com umas 7 bolsas de medicamento incluindo a bendita vermelha.
Meu marido apertou minha mão, olhou nos meu olhos e disse "vai dar tudo certo, você é uma mulher forte e guerreira". Tomei aquelas palavras para mim, respirei fundo e começou o tratamento.
Naquele momento só pensava que enquanto as drogas estavam entrando na minha corrente sanguínea eu já recebia a cura, que, a partir daquele momento, a velha Karla estava morrendo, junto com todo medo, toda angústia, todo sofrimento que havia tomado conta da minha vida nos últimos dias e, junto com tudo isso, morria o câncer e suas células malignas.
Fiquei umas três horas e meia recebendo a medicação, não prestei muita atenção à minha volta. Conversei rapidamente com algumas pessoas que estavam do meu lado, dei força a eles e recebi de volta o mesmo carinho. Estava mesmo concentrada naquele momento, ele era meu, esperei muito por ele. Levei livros para ler e fone para ouvir músicas, mas nada prendia minha atenção. Fechei os olhos, conversei com Deus e pedi por favor que me curasse e que não meu deixasse sofrer muito.
Tudo acabado, me despedi de todos, abracei meu marido e voltamos para casa. Na mesma noite já senti os efeitos da quimio, mas esse assunto ficará para o próximo post.

3 comentários:
Tenho um grande orgulho de você, minha irmã querida.
Isso na sua vida é só uma fase e irá tirar de letra, temos fé na sua recuperação e todos estamos orando por você.
Te amo muito e logo logo estaremos todos juntos.
parabéns tia uma mulher forte, a minha tia é a melhor tia que eu tenho graças a Deus a senhora esta bem estou orando,toda hora me lembrando da melhor tia do mundo aqui quem fala é seu sobrinho preferido
:p kkk
Isso mesmo Karlinha! A força, fé e confiança que nos passa nos deixa mais tranquilos.
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