O câncer de mama responde por número crescente de óbitos entre mulheres adultas. Deixou de ser uma doença de mulher idosa e sua importância rompeu as fronteiras dos países desenvolvidos, o que o inclui como problema a ser abordado por políticas de saúde coletiva.
Considerado um tumor de bom prognóstico quando precocemente diagnosticado e tratado, as taxas crescentes de mortalidade no Brasil devem-se, em parte, à sua descoberta tardia.
O diagnóstico precoce ainda é a arma mais importante para vencer o câncer de mama. Quando descoberto nos estágios iniciais, as chances de cura chagam a 95%. "A mamografia e o exame clínico das mamas são os métodos indicados para o rastreamento de rotina da atenção integral à saúde da mulher.
Outras modalidades, como ultrassonografia e a ressonância magnética, também podem ser aconselhadas", informa o especialista do Núcleo de Oncologia do Hospital Samaritano de São Paulo. Dr. Auro Del Giglio.
Dúvidas comuns:
Todo nódulo de mama é câncer?
Não. É importante que se saiba que 80% dos tumores palpáveis na mama são devido a alterações benignas do tecido mamário, especialmente em mulheres jovens. Alguns nódulos e também alguns tipos de calcificações podem corresponder a processos malignos.
Por isso, é importante que sejam feitos os exames preventivos e as mulheres sejam assessoradas por profissionais especializados.
Eu não tenho casos de câncer de mama na família. Preciso fazer exames?
Sim. Apenas 5 a 10% de todos os casos de câncer de mama estão relacionados à herança de mutações genéticas; portanto, anda que não existam casos de câncer de mama na sua família, é essencial que se faça o rastreamento.
Avanços da medicina
Outro campo com avanço significativo no diagnóstico dos tumores é a patologia molecular - as áreas selecionadas dos tecidos têm suas moléculas analisadas e suas proteínas DNA ou RNA são verificadas. A técnica é essencial para diagnosticar a doença e direcionar o tratamento.
"Na patologia molecular, a atuação dos médicos patologista consiste na identificação do sítio de localização de cada uma dessas moléculas nos mais variados tipos de lesão, permitindo selecionar o tipo de câncer e a fase evolutiva em que há a expressão de tais moléculas. Aquelas substâncias que forem preferencialmente encontradas em um tipo de câncer são, então, usadas como marcadores daquela lesão, e sua identificação já se comprova muito útil no diagnóstico de tumores". Diz o médico patologista Venâncio Avancini Alvez, da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).
Algumas técnicas já consagradas na medicina tiveram avanços tecnológicos nos últimos anos. Os exames imuno-histoquimica, por exemplo, permitem a classificação molecular do câncer de mama, auxiliando no prognóstico e no tratamento complementar da cirurgia. Existem teste moleculares ainda mais avançados que avaliam o material genético do tumor e fornecem informações sobre sobre a agressividade e o risco de complicações como a metástase. Os avanços tecnológicos desses exames ajudam na precisão de resultados.
"A automação é hoje uma realidade, o que garante maior reprodutibilidade das reações. A melhora dessas condições tem propiciado avanços na quantificação da expressão de diversos antígenos, especialmente com análise computadorizada usando novos software, em amostras de lâminas digitalizadas de modo automatizado. Ainda que persistam entre nós muitos problemas pré- analíticos, relacionados a colheita, à identificação, à fixação e ao transporte da amostra até seu processamento laboratorial", enfatiza o patologista.
Reportagem retirada da revista Simples Olhar, número 19-2014.
Na próxima postagem mostrarei detalhadamente sobre cada exame preventivo no disgnóstico do câncer de mama.
Beijos até a próxima.
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