Na minha segunda aplicação da quimioterapia vermelha tive um pequeno extravasamento, o que me deixou quase dois meses com o braço dolorido e sem poder esticá-lo. Isso é bem sério. Minha médica disse que tem casos que a região necrosa e é necessário colocar enxerto para reparar o estrago. As drogas são muito tóxicas, por isso na hora da aplicação existe todo um cuidado por parte dos enfermeiros. Mas, graças a Deus no meu caso só ficou dorido mesmo. Consegui recuperar a região com bastante chá de camomila e hirudoide.
Depois deste episódio, descobri que tenho as veias muito sensíveis, que começavam a dar problemas já nas medicações pré "quimio". Chegou num ponto que passava todo o processo de aplicação com a veia doendo e morrendo de medo de extravasar a medicação novamente. Fora que, depois de sete aplicações, minhas veias já estavam enrijecidas, o que é normal para quem faz quimioterapia. E era um sufoco para os enfermeiros acharem um acesso. Teve dias que precisei furar o braço mais de cinco vezes para achar uma veia boa.
Então, junto com o médico, decidimos que era melhor para mim colocar o cateter. Nem sei como, mas aguentei oito aplicações, foi uma milagre. Confesso que a ideia não me agradava muito mas a quimioterapia judia muito das nossas veias e chega num ponto que a razão fala mais alto que medo.
De toda essa historia fica uma lição que pode ajudar quem vai começar o tratamento: converse com seu médico logo no início da quimioterapia e decida junto com ele se vale a pena ou não colocar o cateter. Apesar do processo de implante ser bem tranquilo, a burocracia do seu plano pode atrasar esse trâmite e acabar prejudicando seu tratamento. No meu caso foi rápido, mas já ouvi falar de planos médicos que demoram semanas para autorizar.
Depois deste episódio, descobri que tenho as veias muito sensíveis, que começavam a dar problemas já nas medicações pré "quimio". Chegou num ponto que passava todo o processo de aplicação com a veia doendo e morrendo de medo de extravasar a medicação novamente. Fora que, depois de sete aplicações, minhas veias já estavam enrijecidas, o que é normal para quem faz quimioterapia. E era um sufoco para os enfermeiros acharem um acesso. Teve dias que precisei furar o braço mais de cinco vezes para achar uma veia boa.
Então, junto com o médico, decidimos que era melhor para mim colocar o cateter. Nem sei como, mas aguentei oito aplicações, foi uma milagre. Confesso que a ideia não me agradava muito mas a quimioterapia judia muito das nossas veias e chega num ponto que a razão fala mais alto que medo.
De toda essa historia fica uma lição que pode ajudar quem vai começar o tratamento: converse com seu médico logo no início da quimioterapia e decida junto com ele se vale a pena ou não colocar o cateter. Apesar do processo de implante ser bem tranquilo, a burocracia do seu plano pode atrasar esse trâmite e acabar prejudicando seu tratamento. No meu caso foi rápido, mas já ouvi falar de planos médicos que demoram semanas para autorizar.
Mas, voltando a minha experiência com o cateter, no meio do tratamento tive que colocá-lo. No meu caso a cirurgia de implante do cateter foi um procedimento rápido. Internei pela manhã e a noite já estava de alta. O procedimento cirúrgico dura em média uns trinta minutos.O período de recuperação é de mais ou menos uns 15 dias (isso no meu caso). No dia seguinte já estava usando o bichinho, com ele a seção de quimio realmente fica bem mais tranquilo. De fato ele só vem a ajudar o tratamento, não tem risco de extravasar e nem precisa ficar te furando toda para achar uma veia.
Tenho que ressaltar que existem alguns cuidados que não podem ser deixados de lado: uma vez no mês é necessário fazer a limpeza do cateter para não correr risco de cogular o sangue. E o período para ficar com esse amigo do peito é, em média, de dois anos, isso porque o câncer pode voltar e você ter que passar por outro procedimento cirúrgico.
Depois de falar tão bem, não posso deixar de contar o lado chato da história, pois, no meu caso, o cateter me trouxe problemas. Mas, que fique registrado que é muito raro ter intercorrências. No geral, todas as pessoas com quem eu conversei se deram muito bem com o cateter e o mesmo só trouxe benefícios para o tratamento. Na minha terceira aplicação usando o meu amigo do peito comecei a ter febre, corri para o pronto socorro, fiz todos os exames e tudo normal. Na quarta aplicação, tive febre de novo. Internei por uma semana e fiz uma bateria de exames para descobri a origem da febre (febre para quem faz quimioterapia é muito perigoso, sinal de que algo no seu corpo não esta bem). Por fim, concluíram que meu cateter estava infeccionado e tive que retirá-lo.
E assim foi minha experiência com o cateter, um namoro de uma mês. Quando estava me acostumando com o bichinho tive que me despedir dele. De qualquer forma acho que não teria conseguido sem ele. De lembrança fiquei com duas cicatrizes: uma no pescoço e outra no peito. Mas, as cicatrizes servem para nos fazer lembrar que a luta foi grande e hoje só fazem parte de uma marca que coroará nossa vitória!
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