Quando minha médica falou que iríamos começar a quimioterapia branca, pensei ufaaa!!! Vai vir uma mais leve. De fato era, o problema foi a sequência. Seriam 12 aplicações, uma por semana... Meu primeiro pensamento foi: minhas veias não vão aguentar (mas sobre isso, comento depois).
E começou minha saga do dia 19 de janeiro à 13 de abril de 2015. Na primeira aplicação estava muito nervosa, afinal, o novo sempre assusta. Achei mais demorada que a vermelha, durou em média 4 horas, a medicação entra bem devagar na veia com ajuda de uma máquina que fica bombeado o líquido. A taxol ("quimio" branca) tem a característica de ser alérgica, por isso precisa ser administrada bem devagar.
Os efeitos colaterais dela são bem chatinhos, mas suportáveis. O que mais me incomodava eram as dores nos ossos e os inchaços. Do meio para o final comecei a sentir choque nas pontas dos dedos, inchaços nas mãos, engordei uns 3 quilos e tive um problema de visão. Fora isso, tudo tranquilo.
Quando começa, parece que não tem fim, mas o legal de tudo isso é que passa e, vou falar, achei que passou muito rápido. O importante nesta fase é que você ocupe sua mente, procure ler, passear, cozinhar ou fazer o que gosta. Tudo isso é muito importante durante o tratamento, sempre digo que a cura começa de dentro para fora.
Vão chegar momentos de angústia, que eu considero normal. Sempre me dou esse espaço para chorar, me revoltar com essa doença e me entristecer. Mas, não deixo isso virar rotina. Me apego a Deus, converso com Ele e peço que me ajude a superar mais um desafio. A família também é muito importante neste processo. Eles são a base de tudo, estão conosco em todos os momentos.
Uma coisa que me deixa muito triste nas sessões de "quimio" é quando vejo uma pessoa chegar sozinha, sem acompanhante. Já é tão difícil lutar contra um câncer, imagina estar só neste momento. Vi muitas coisas nas minhas aplicações. Ganhei algumas amigas de tratamento, amigas enfermeiras e até amigas do cafezinho. Quando eu digo que tem muita coisa boa nessa processo é verdade. A gente se redescobre, fica mais humano e percebe que não está só nessa guerra, que tem muita gente lutando pela vida.
A luta é grande, mas o desejo de vencer é maior. Escolha como você quer passar por esse processo: se lamentando todos os dias ou agradecendo a cada dia pela dádiva da vida. Se você escolher agradecer, sua caminhada será mais leve e engrandecedora.
Vão chegar momentos de angústia, que eu considero normal. Sempre me dou esse espaço para chorar, me revoltar com essa doença e me entristecer. Mas, não deixo isso virar rotina. Me apego a Deus, converso com Ele e peço que me ajude a superar mais um desafio. A família também é muito importante neste processo. Eles são a base de tudo, estão conosco em todos os momentos.
Uma coisa que me deixa muito triste nas sessões de "quimio" é quando vejo uma pessoa chegar sozinha, sem acompanhante. Já é tão difícil lutar contra um câncer, imagina estar só neste momento. Vi muitas coisas nas minhas aplicações. Ganhei algumas amigas de tratamento, amigas enfermeiras e até amigas do cafezinho. Quando eu digo que tem muita coisa boa nessa processo é verdade. A gente se redescobre, fica mais humano e percebe que não está só nessa guerra, que tem muita gente lutando pela vida.
A luta é grande, mas o desejo de vencer é maior. Escolha como você quer passar por esse processo: se lamentando todos os dias ou agradecendo a cada dia pela dádiva da vida. Se você escolher agradecer, sua caminhada será mais leve e engrandecedora.
2 comentários:
Você Eh uma vencedora!
Grande orgulho dessa pequena porém grande guerreira, te amo minha irmãzinha!!
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