Oi gente! Hoje quero
falar um pouco sobre o exame que fiz, o BRCA1/BRCA2, aquele famoso que a
Angelina Jolie fez e, diante do resultado, decidiu tomar as medidas necessárias
de prevenção, conforme vimos na mídia. Achei melhor fazê-lo. Viver com a dúvida
se tenho ou não o gene defeituoso não é legal, prefiro seguir em frente e
enfrentar logo o que vier.
No caso, a Angelina
Jolie, símbolo mundial da feminilidade, que nunca teve câncer, mas tem um
histórico na família (perdeu a mãe com cerca de 50 anos), decidiu fazer o exame
genético para poder ter uma atitude proativa, caso tivesse o gene.
E o resultado foi positivo para o BRCA1/BRCA2. Além disso, o resultado
genético ditou que a chance dela ter um câncer de mama era de 85% e de ter um
câncer de ovário era de 55%. Por isso, numa primeira fase retirou as mamas (mastectomia
preventiva) e recentemente, retirou as trompas e os ovários
(salpingo-ooforectomia bilateral).
Bom, no meu caso, primeiro
meu médico mastologista me encaminhou para o aconselhamento genético
(ontogenética), levando em consideração minha idade e o meu subtipo molecular
de câncer o triplo negativo (só acontece em 10% de câncer de mama). O Triplo Negativo é um tumor mais
agressivo, tende a crescer mais rapidamente (o que explica o seu aparecimento
em um mês), tem mais probabilidades de dar metástases (aparecer em outros
órgãos), tem maior chance de voltar a aparecer (recidiva) e não existem
tratamentos específicos, além de uma quimioterapia agressiva e radioterapia.
Meu resultado só
saíra daqui a 45 dias, fiz em São Paulo no Hospital AC Camargo, foi um
procedimento bem simples, uma coleta de 6 ml de sangue para preencher dois
“tubinhos”. Com base no que vier, tomarei as medidas necessárias de prevenção
junto à equipe médica.
Pesquisei um pouco
sobre o assunto e abaixo segue algumas respostas. Certamente o tema gera certa
polêmica e muitas dúvidas. Conversei também com minha médica oncogeneticista
(do AC Camargo) que me esclareceu muitas coisas.
E para que serve o
aconselhamento genético?
O aconselhamento genético tem início em uma consulta no
Departamento de Oncogenética, onde o especialista aborda informações referentes
à saúde, hábitos de vida e busca informações sobre os familiares de primeiro e
segundo graus (pais, irmãos, tios primos e avós). Certos agrupamentos de
tumores indicam a existência de alterações hereditárias e os conceitos genéticos,
como o motivo da ocorrência dessa mutação, poderão ser explicados também nesse
momento.
O
que é BRCA1 / BRCA2?
BRCA1/BRCA2 são genes que todos nós
temos, cuja função é impedir o surgimento de tumores através da reparação de
moléculas de DNA danificadas. O BRCA1 e o BRCA2 são, portanto, genes que nos
protegem do aparecimento de cânceres. Quando um desses genes sofre uma mutação,
ele perde sua capacidade protetora, tornando-nos mais susceptíveis ao
aparecimento de tumores malignos, nomeadamente câncer de mama, câncer de ovário
e câncer de próstata.
Para
que serve análise dos genes BRCA1 / BRCA2?
Segundo os especialistas, a análise genética de um paciente pode ajudar
a prevenir o desenvolvimento do câncer, mas ela só é recomendada para pessoas
enquadradas no grupo de risco -- ou seja, com histórico de incidência de câncer
precoce na família, quando a doença surge antes dos 40 anos.
Quem deve fazer esse
exame?
O público-alvo dos testes realizados em oncogenética são
indivíduos com incidência familiar de câncer ou pacientes com algum tipo de
ocorrência tumoral no passado. A incidência de tumores em pacientes de idade
jovem faz com que o mesmo tenha uma pré-disposição para a ocorrência de outros
tipos de câncer.
Qual a metodologia
usada?
É feito o isolamento do DNA genômico de leucócitos.
Amplificação por PCR de regiões específicas dos genes BRCA1/BRCA2, seguida de análise
da sequência, realizada em sequenciador automático de DNA.
Vale ressaltar que para
fazer esse exame hoje é muito caro, ele custa em média R$ 6.000,00 (seis mil
reais) e infelizmente nem todos os planos de saúde cobrem e os que o fazem
exigem uma série de documentos que comprovem a necessidade dele no tratamento.
É muita burocracia, além de não atenderem alguns tipos de câncer. Até na rede
pública o SUS é complicado de ser realizado. Você precisa se encaixar em uma
série de exigências e nem todos os casos é possível.
Mas tenho uma notícia
boa pra quem deseja fazer esse exame, minha geneticista me orientou para que, se meu
plano não cobrisse, eu ficar tranquila e esperasse até o fim do ano. Pois todos os planos serão obrigados pela ANS (Agência Nacional de Saúde) a
realizá-lo. Ebaaa muito bom né gente, mais uma arma contra o câncer sempre é
bom.
Pesquisa feita em 01/05/2015
no: Blog minha vida comigo, site do Hospital AC Camargo, site G1/Bem Estar.

Um comentário:
Karla vc e guerreira e mulher de muita fé!
Postar um comentário